terça-feira, 25 de novembro de 2008


Fala-me uma voz assim que acordo:
- Tua alma é iludida e triste
E que nada em mim de amor existe
E eu digo: desta voz muito discordo

Quem disse a tua certeza, quem disse?
E quem à esta tua tese defende?
Sabe-se que de amor nada entende
Nada dele sabe, nem falar ouviste

E há que seja o amor celebrado!
Tu saberias o que é mesmo triste
Acaso viste amor desperdiçado

E não se espante se um dia destes
Já tenhas amado, sofrido, chorado
Isto é o sinal de que viveste!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Hoje, ao acordar, sorria
E nem sabia o problema
Que toda minha alegria
Tinha dele pena
Foi então que eu saí
Nem aí pra o dilema
Serena, a sorrir
Fazendo dele poema...
Há problema em toda parte
Eu não entendo tal alegria!
Louca seria, ou quase
E foi assim por todo o dia
E eu - quanta covardia!
Escrevo frases...

sábado, 22 de novembro de 2008

Otipessimismo

Existe uma hora que me irrita o otimismo.
Não serve de nada. Nem se iludam em pensar positivo.
Proporciona apenas uma breve sensação de alívio
Seguido de um estrondante realismo.
E depois, nada.
Nada além de um fingido sorriso
Por trás de uma mente pensando:
De que serve mesmo o otimismo?
Se aqui fez o amor a sua estância
É por não termos a saudade vencido
Saudade que não é ruim, é vigilância:
Prova que o amor não corre perigo.

E quanto mais se anuncia a distância
Ainda assim, permanecemos unidos
Pelo enorme tédio que há na ânsia
De te falar nos olhos... e nos ouvidos...

Com os olhares ruidosos dos inimigos
E tendo os cupidos mais desastrosos
Tem ainda o amor sobrevivido

Eu não sei explicar o acontecido
(Nem sabem explicar os astrólogos)
As estrelas que me têm aparecido!